A respeito da Cristal- sabemos que é uma grande Falange desta Cigana
a quem trato de Eliana, é uma Cigana menina, que desencarnou por conta de uma grave infecção generalizada, desde cedo.
A partir dos nove anos de idade, Cristal tinha vidências e previa o futuro, muitas vezes desastrosas das pessoas que a cercavam.
Até os vinte e dois anos de idade, viveu o tormento dessa Mediunidade, morando e vivendo em vários lugares.
Considerando seu apreço à beira mar e as àguas dos rios.
Seus Médiuns geralmente são pessoas sencinveis, medrosas e sujestionadas.
Quem carrega a Cigana Cristal, deve se preocupar em trabalhar a alta estima, pois são muito influenciada, pela opinião de quem as cercam.
Quanto ao seu Clã, Ela mesmo não se permite falar.
Daí Ela canta assim:
Foi numa noite de lua
Noite de lua cheia
Ele seduziu a mulher
E a mulher a Ele se entregou
Antes que a lua se deitasse no horizonte
Antes que o dia amanhecesse
Iniciaram a minha existência
Mas como não se amavam
Me fizeram
Sou filha da paixão
E vivo a paixão
Sem perfume vêm do mato, das ervas que seduzem.
Sua cor preferida é o rosa, suas jóias sempre prateadas ou de ouro branco, com pedras de topázio.
Amados, estou falando da Cristal, que conheço, não querendo dizer com isso, que conheço todos os Espíritos da Falange da Cigana Cristal.
PELO ESPIRITO PHILLERMON – TRANSCRITO PELO MÉDIUM ALEX DE OXÓSSI
quinta-feira, 12 de julho de 2018
terça-feira, 10 de julho de 2018
CIGANA LETICIA
Cigana Letícia, é que se trata de uma Entidade muito alegre e positiva. Gosta das pessoas sinceras e honestas. Trabalha com punhais dourados, pedras coloridas, baralho e essências. Não tolera desrespeito, pois quando isso acontece, torna-se agressiva.
Sempre com um sorriso nos lábios, faz da sua experiencia de vida, um caminho para auxiliar seus consulentes.
Foi uma Cigana muito rica, por conta de uma herança deixada por seu pai (que não era cigano). Pois sua mãe foi excluída do Bando quando engravidou. Sem destino, sua mãe, passou a vender o pouco que conseguira levar quando expulsa do Bando. Daí em diante, trabalhou em várias casas em troca de comida e dormida. Seu pai antes de morrer, deixou um testamento, onde garantia a Letícia metade de todos os seus bens. Nessa época Letícia tinha por volta de 14 anos, e foi sua mãe quem administrou tudo até sua maior idade. Aos 17 anos Letícia fica órfã e seu padastro rouba-lhe tudo, fugindo para destino desconhecido. Compadecidos com o triste destino da menina, um casal de empregados, oferece-lhe moradia. Letícia então passa a viver com eles. E juntos passam a trabalhar em garimpo. Numa madrugada de lua cheia, Letícia sonha com seu pai que lhe pede para ir ao garimpo, levando sua peneira e garimpe num aluvião próximo ao pé de um tamarindeiro (sua fruta preferida). Para sua surpresa, após algumas garimpadas, eis que Letícia se depara com duas lindas pepitas de ouro. Muito esperta e sagaz, sabe fazer essa pepeitas lhe renderem um ótimo lucro. Deste lucro, Letícia passa a negociar com os garimpeiros e torna-se uma grande comerciante de ouro. Seu nome foi lenda por muitos e muitos anos.
Uma boa oferenda pra Letícia do Ouro, para se ter prosperidade é o seguinte: Embaixo de uma árvore frondosa (se for tamarineiro, melhor ainda) estenda um pano dourado, escreva em um papel branco o nome PROSPERIDADE, sete vezes, com caneta azul. Cubra tudo com folhas de hortelã e pulverise com açúcar cristal. Por cima, ponha um espelho redondo, neste espelho, pingue algumas gotas do seu perfume (o que você usa diariamente ou o que mais gosta). Prepare um buquê com flores ‘sempre-vivas’, margaridas e rosas ou flores amarelas. Faça um laço bem bonita com fita azul acetinada. Em volta despeje licor de tamarindo ou de pêssego (um copo é o bastante).Reze um pai nosso e ofereça a Cigana Letícia. Não é necessário acender velas. O restante do licor deixe na garrafa e leve para sua casa, e todas as quintas-feiras ou domingos, coloque um pouco desse licor em um cálice de vidro, com seu nome escrito em um pedaço de papel e na frente a palavra PROSPERIDADE. Ex: Eni … PROSPERIDADE. Acenda uma vela amarela e outra azul, reze um pai nosso e ofereça para seu Anjo da Guarda.
Sempre com um sorriso nos lábios, faz da sua experiencia de vida, um caminho para auxiliar seus consulentes.
Foi uma Cigana muito rica, por conta de uma herança deixada por seu pai (que não era cigano). Pois sua mãe foi excluída do Bando quando engravidou. Sem destino, sua mãe, passou a vender o pouco que conseguira levar quando expulsa do Bando. Daí em diante, trabalhou em várias casas em troca de comida e dormida. Seu pai antes de morrer, deixou um testamento, onde garantia a Letícia metade de todos os seus bens. Nessa época Letícia tinha por volta de 14 anos, e foi sua mãe quem administrou tudo até sua maior idade. Aos 17 anos Letícia fica órfã e seu padastro rouba-lhe tudo, fugindo para destino desconhecido. Compadecidos com o triste destino da menina, um casal de empregados, oferece-lhe moradia. Letícia então passa a viver com eles. E juntos passam a trabalhar em garimpo. Numa madrugada de lua cheia, Letícia sonha com seu pai que lhe pede para ir ao garimpo, levando sua peneira e garimpe num aluvião próximo ao pé de um tamarindeiro (sua fruta preferida). Para sua surpresa, após algumas garimpadas, eis que Letícia se depara com duas lindas pepitas de ouro. Muito esperta e sagaz, sabe fazer essa pepeitas lhe renderem um ótimo lucro. Deste lucro, Letícia passa a negociar com os garimpeiros e torna-se uma grande comerciante de ouro. Seu nome foi lenda por muitos e muitos anos.
Uma boa oferenda pra Letícia do Ouro, para se ter prosperidade é o seguinte: Embaixo de uma árvore frondosa (se for tamarineiro, melhor ainda) estenda um pano dourado, escreva em um papel branco o nome PROSPERIDADE, sete vezes, com caneta azul. Cubra tudo com folhas de hortelã e pulverise com açúcar cristal. Por cima, ponha um espelho redondo, neste espelho, pingue algumas gotas do seu perfume (o que você usa diariamente ou o que mais gosta). Prepare um buquê com flores ‘sempre-vivas’, margaridas e rosas ou flores amarelas. Faça um laço bem bonita com fita azul acetinada. Em volta despeje licor de tamarindo ou de pêssego (um copo é o bastante).Reze um pai nosso e ofereça a Cigana Letícia. Não é necessário acender velas. O restante do licor deixe na garrafa e leve para sua casa, e todas as quintas-feiras ou domingos, coloque um pouco desse licor em um cálice de vidro, com seu nome escrito em um pedaço de papel e na frente a palavra PROSPERIDADE. Ex: Eni … PROSPERIDADE. Acenda uma vela amarela e outra azul, reze um pai nosso e ofereça para seu Anjo da Guarda.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
Lenda da Cigana dos Leques
No final da Idade Média existia uma cigana chamada Zíngara que estava grávida do seu primeiro filho. Então quando ela deu à luz ficou muito feliz e reparou que o bebê tinha uma mancha em forma de estrela nas costas e chamou o garoto de Jamón. Desta maneira todos na caravana ficaram felizes e fizeram uma festa, onde a nova mãe prometeu a sua amiga, Felícia, que o seu filho quando crescesse casaria com a ciganinha Corazón, filha desta colega. No meio do baile Zíngara entrou na sua tenda e dormiu, pois estava muito cansada. Pela manhã, quando acordou, a mulher notou que seu neném tinha desaparecido. Deste jeito os ciganos procuraram pela criança por toda parte naquela vila, mas nada acharam. Então voltaram a viajar pelo mundo. Dezoito anos se passaram e a cigana Corazón cresceu em beleza e com a esperança de ver o seu noivo Jamon, que havia desaparecido ainda bebê. Então caravana de ciganos instalou-se num reino, onde começaram suas apresentações circenses e de dança. Até que um dia o grupo recebeu um convite, da condessa Mariclair, para se apresentar no palácio. Quando Corazón entrou no palco ela olhou para o príncipe Felipe e apaixonou-se por ele. Após o show a jovem perguntou à condessa:
- Quem era aquele moço moreno de olhos verdes?
A nobre respondeu:
- Ele é o príncipe Felipe. Mas não se interesse por ele, pois o amor nunca nasce dentro deste castelo.
Corazón perguntou:
- Por que?
A condessa respondeu:
- Aqui há uma maldição que impede homens e mulheres de se comunicar. Reza a lenda que há muitos anos atrás existia uma rainha que era bruxa e, um certo dia, ela viu seu marido a traindo com uma empregada. Decepcionada, a mulher jogou-se da janela do palácio e disse que nunca mais um romance nasceria dentro deste castelo. Pois os olhares dos apaixonados nunca se cruzariam a não ser que eles arrumassem outra forma de se comunicar. Por coincidência, partir daquele dia nunca mais houve um romance dentro deste palácio.
Após ouvir esta história, a cigana falou:
- Tive uma idéia:
- Farei a simpatia dos leques.
- Cada cor e posição do abanico tem um significado diferente.
- Para isto precisarei da sua ajuda!
Então quando chegou a noite, que era de Lua cheia, as ciganas entraram de novo no castelo com a ajuda da condessa Mariclair. Todas as dançarinas estavam com vestidos coloridos e leques de cores diferentes. Deste jeito elas fizeram um círculo e começaram a bailar com as pontas dos pés. Corazón entrou no meio da roda com o abanico aberto e rezou:
- Cigana dos Leques, que aparece na Lua Cheia traga o romance de volta a este palácio.
Após este pedido, as ciganas desfizeram as roda e começaram a dançar com seus leques nas mãos fazendo as mais diferentes coreografias com seus abanicos.
A condessa Mariclair, estava encantada assistindo a tudo. Quando, de repente, Corazón chegou perto dela e comentou:
- Pronto!
- A Cigana dos Leques, que está no astral trará de volta a paixão para este palácio. Porém, para isto, ela precisa de uma ajuda sua.
A nobre indagou:
- Que ajuda é esta?
A cigana comentou:
- Ajude a divulgar a linguagem dos leques fazendo com que as damas da corte usem este instrumento na frente dos seus pretendentes para consquita-los, pois os rapazes entenderão o significado. Afinal por causa da magia da Cigana dos Leques o espírito do amor já entrou neste lugar. Cada cor e posição tem um significado diferente que explicarei para a senhora: esconder os olhos com o leque aberto significa te amo; andar com o abanico aberto na mão esquerda quer dizer que o amado pode se aproximar pois não existe o perigo; o leque aberto no colo é quando a dama quer marcar um encontro; apoiar o abanico no lado direito da face significa sim; apoiar o leque no lado esquerdo do rosto quer dizer não e andar na sala abrindo e fechando o abanico é um convite para um encontro escondido. Agora preste atenção nas cores: leque branco significa que a moça só quer amizade; vermelho quer dizer que a dama está apaixonada e deseja um encontro às escondidas; amarelo é quando a donzela sonha com beijo nos lábios e preto com estampa de flores significa que a mulher deseja um encontro noturno.
Condessa Mariclair falou:
- Perfeito!
- Contarei este segredo para todas as damas do castelo e, principalmente, para as alcoviteiras.
Corazón perguntou:
- Quem são as alcoviteiras?
A nobre explicou:
- São senhoras que marcam encontros, às escondidas, entre os apaixonados nas alcovas. Mas, ultimamente, com este clima nada romântico elas estão desempregadas. Porém, como a coisa mudará...
- Mais um detalhe: bem que você poderia montar uma coreografia com as posições e cores dos leques.
A cigana disse:
- Meu grupo já tem este tipo de coreografia com abanicos e gostaríamos de apresenta-lo daqui há quinze dias neste castelo.
A condessa exclamou:
- Fechado!
No dia seguinte um clima de romance pairou no palácio. As mulheres usavam os leques nas posições com os mais diferentes significados e assim conquistavam os seus amados.
Logo chegou o dia da apresentação da dança dos leques com as ciganas. Elas bailaram divinamente e o príncipe Felipe não parava de olhar para Corazón. No final da apresentação esta cigana foi até o pátio e o príncipe a seguiu. Assim os dois começaram a conversar e no meio do papo trocaram um beijo. Porém naquele instante, Pablo, o irmão de Corazón, viu a cena e partiu para cima do príncipe, rasgando a sua camisa que mostrou uma mancha em forma de estrela nas costas. Naquele instante surgiu Zíngara que exclamou:
- Vejam:
- O príncipe Felipe tem uma marca de nascença igual a do meu bebê seqüestrado!
A condessa Mariclair, que ouviu tudo, foi até o local e disse:
- Tenho uma revelação para fazer:
- Eu confesso:
- Felipe é, realmente, o neném cigano que foi roubado!
- Eu fiz o parto da rainha, que era muito braba na época, porém ela desmaiou na hora. Como o bebê nasceu morto, com o cordão umbilical no pescoço, fiquei com medo de que a rainha me achasse uma incompetente e mandasse me matar. Por isto, percebi que ela estava desacordada e fui até uma festa cigana na vila, onde aproveitei a distração das pessoas e roubei um recém-nascido que estava numa tenda.
Alguns dias após esta confissão Corazón e Felipe se casaram numa festa com a dança da coreografia dos leques.
Luciana do Rocio Mallon
LENDA DA CIGANA ROSALINA
Rosalina não nasceu cigana, ao contrario do que muitos pensam. Conta a lenda que ela nasceu em Sevilha, em uma família tradicional espanhola. Rosalina nasceu, após uma série de tentativas frustradas do casal. Os filhos vinham e não vingavam. Nasciam temporões ou mortos e não iam além de meio ano. Nem o casal e nem a cidade acreditava que aquele ciclo tétrico pudesse ser rompido. Falava-se em castigo, praga, pela austeridade da família. Mas um fruto, depois do casal já idoso, finalmente vingou, juntando-se ao corpo daquela família e daquela infausta casa.
O nascimento da menina, trouxe a família um sopro de felicidade e de esperança. Até mesmo os amigos da família, arriscaram a sonhar um belo futuro para a menina, acreditando em segredo, que aquele novo membro poderia mudar a sina da família e, quem sabe, amainar a sombra pesada do passado.
O povo queria ver aquela moça crescida abrandar em beleza e graça, para dissipar as figuras sisudas e de pouca beleza da família.
Os pais ainda pensavam, por que o destino não lhes concedeu um filho varão, para continuar aquela linhagem. É porque tinha de ser aquela menina para cumprir a sina.
O tempo foi passando e Rosalina foi crescendo. A menina encorpou, virou moça e estava pronta para cumprir a sua função na sociedade, namorar, noivar e casar.
Foi nesta época que os planos do pai, até então secretos, de ingressar na corte com um título de nobreza fracassaram. Assim sendo, o pai encerrou-se na mansão e passou a odiar Sevilha, tornando-se mais triste e ensimesmado do que era.
Essa tristeza profunda, esse ódio manso, medido, magoado, acabaram aproximando ainda mais pai e filha, e desse estreitamento, nasceu um pacto silencioso, um acordo velado que influenciaria em definitivo a vida da moça.
Rosalina decidiu que não iria casar, pois, teria de deixar a casa. Mesmo que não tivesse que deixar a mansão, o pai ficaria sozinho.E rosalina teria de quebrar o trato que com certeza mesmo sem palavras os dois haviam feito escondido. Abrir o coração para os outros, as portas da mansão para visitas, sair, conhecer o mundo... viver...O pai não pedia aquele sacrifício, mas ela sabia que contrariada, atendia ao querer que ficava mais no fundo da alma dele. Contrariada, ela satisfazia, era a melhor filha do mundo...
Esse trato sem palavras que pai e filha fizeram escondido, foi estabelecido em um momento crucial da vida de Rosalina. Aos dezesseis anos, no instante em que o botão estava prestes a desabrochar, na iminência de transformar-se em uma bela flor, a moça viu todas as possibilidades de uma vida que mal tinha começado, serem podadas. Não se tratava apenas de conhecer o amor, mas da oportunidade de viver fora da mansão, além dos limites da cidade. Casar ou não, era um mero detalhe. O cerne da questão era outro: Rosalina não poderia abrir o coração para os outros, as portas da mansão para visitas. Além disso, a melhor filha do mundo não devia deixar o pai sozinho. Não podia abandoná-lo, não podia desobedecer-lhe.
Desse modo, Rosalina, a filha exemplar, a filha fiel, tomou para si uma dor que não era sua, um silêncio que não era seu, apenas para agradar ao pai. E foi, vestindo, gradualmente, uma máscara, atras da qual se esconderia, por um longo período, com aquele mesmo ar casmurro e pesado, de dignidade ofendida, aquele ódio em surdina, duradouro, de quem nunca se esquece. Dai a ficar enclausurada na mansão, fechada em uma estufa, isolada do mundo, seria uma questão de tempo.
Com a morte da mãe, o isolamento entre pai e filha aumentou, e o primeiro relógio, como mandava a tradição foi parado na mansão, a partir de então, o tempo seria só mesmo a noite e o sol, as duas metades impossíveis de parar
Quando o pai morreu, oito anos depois, foi a vez de rosalina, a última integrante viva da família, parar mais um relógio na mansão, reiterando os gestos do pai.
Rosalina desceu as escadas da mansão, toda a sua figura bem maior do que era, a cabeça erguida, digna, soberba, que nem uma rainha, os olhos postos num fundo, muito além da parede, os passos medidos nenhuma vacilação. Abriu-se caminho para Rosalina. Quando todos pensaram que ela fosse para junto do pai, ela voltou-se para a parede e aquilo que ela trazia brilhante na mão, era o relógio de ouro do falecido pai. Os relógios da sala estavam todos parados, como mandava a tradição, as pessoas no velório escutavam as batidas do silêncio. Foi assim que Rosalina fez, pendurou na parede o último relógio da família, todos os gestos medidos: viu o pai no caixão, o corpo coberto de flores, cruzou os dedos como quem ia rezar mas não rezou. Súbito se voltou para onde tinha vindo. As pessoas viram tudo em silêncio de Igreja: Rosalina subiu novamente as escadas, exatamente como desceu.
De qualquer maneira, o fato e que Rosalina continuou vivendo encerrada em seu palácio, prisioneira da angústia, submersa em um poço de silêncio, depois da morte do pai, sua companhia diária passou a ser exclusivamente uma criada muda. Todavia Rosalina não era indiferente ao mundo exterior. Ao contrário, acompanhava tudo o que acontecia na cidade, ainda que nada acontecesse, desde sempre olhando detrás das cortinas.
Gradualmente o destino foi lhe preparando uma cilada. Rosalina percebeu que carecia de um homem empregado dentro de casa, para limpar a horta, para espantar os meninos que pulam o muro e jogam pedra, esses serviços, mas não podia ser dali, só um homem vindo de outra cidade.
Rosalina, sabia que só uma pessoa de outra cidade poderia entrar no palácio, seu ódio por aquele povo era eterno, ordens do pai.
Uma tarde, por detrás de sua cortina, Rosalina viu aquele homem, de pele morena, alto, de olhos e cabelos negros. Jeito de folgadão, com um violino no ombro tocando para as moças que passavam. Já se afastava da casa quando uma voz o chamou. OI MOÇO, VEM AQUI. Uma voz clara, bonita.Protegida pela cortina. Pelo menos não é daqui, pensou. Foi o que ele disse. Sou cigano, se ela entendeu bem. Meu bando está acampado nos arredores de Sevilha. Gostou do feitio do homem, do seu jeito despachado, da fala fácil. Há muito não ouvia fala humana.
Assim o improvável aconteceu, afilha fiel rompeu o pacto, desobedeceu à ordem do pai, abriu as portas do palácio para as visitas, até então somente em velórios. Logo logo viria a segunda transgressão: a definitiva, Rosalina abriria o coração para os outros.
Pouco à pouco, a presença do cigano, foi tornando-se essencial.
A voz do cigano veio dar vida ao palácio, encheu de música o oco do casarão, afugentou para longe as sombras pesadas em que ela, se se dar muito conta, vivia. De repente acordada pelo som do violino, viu a solidão que era a sua vida. Como foi possível viver tanto tempo assim? Ela estava virando uma morta, se enterrava no oco do escuro, ela e o mundo uma coisa só. E dentro dela rugia à seiva, a força que através de verdes fusos da à vida. E o som, que a princípio chegava a doer-lhe nos ouvidos, alta demais, acordou-a para a claridade, para a luz das coisas, para a vida.
Enfim, Rosalina abriu as portas de sua vida e escancarou o coração para os outros.Infringiu a regra capital, transpôs à última barreira rumo a perdição. Estava à beira do abismo, decidiu pular e entregar-se ao cigano.
Violando as leis Rosalina arrisca-se na clandestinidade. Durante o dia, a patroa, durante a noite, à amante. Nessa alternância de dias sem sentido, seguidos de noites maravilhosas, estabeleceu-se uma relação subterrânea, a vida partida ao meio, a noite e o dia.
.
Dentro de pouco tempo os muros do palácio já não a prendiam mais, saia à noite atras do cigano, coberta por uma capa e seguia o som do violino do amado até chegar ao bando. No início o povo à olhava com desdém. Mas aos poucos ele se misturou, aprendeu as danças e assim passava as noites dividida entre à música do bando e os braços do cigano. Rosalina sabia que ele tinha um passado, mas nunca quis saber qual. O cigano era prometido de infância para alguém de outro bando. Quando a noiva soube que seu prometido tinha se envolvido com Rosalina, rompeu o compromisso e rogou uma praga, de que ambos jamais seriam felizes.
A semente no corpo, foi uma questão de tempo. Rosalina, passou a maior parte da gravidez com o bando, que se viu obrigado a aceitá-la já que o cigano era filho do chefe do bando. E eis que o bebê de Rosalina nasceu. Noite longa, parto difícil, apenas a parteira do bando para ajudá-la. Mas Rosalina tinha de sofrer, era chegada à hora do castigo, o início do fim. As dores vindo de hora em hora. Rosalina, sofrendo muito, demais. O cigano do lado de fora da tenda sem poder fazer nada, o coração pesado de medo, de culpa, de pena...
De repente o silêncio, não fica claro se a criança nasce morta ou é assassinada pela parteira. O fato é que na noite seguinte, a parteira do bando entregou ao cigano um pacote úmido, feito manchado de terra, um peso estranho, uma umidade desagradável, um cheiro nauseabundo, indicou-lhe com as mãos o mato, fora da clareira onde ficava o acampamento, o destino do bebê de Rosalina, a semente na terra.
Após enterrar o filho, o cigano saiu errante floresta afora. Os olhos molhados, brilhando. Não conseguia segurar o pranto.
E assim termina à história de Rosalina, que venceu os preconceito, quebrou correntes, rompeu amarras, foi aceita no bando, mas, não escapou da praga de outra cigana... toda à noite, há muitas noites, tarde da noite, quando a cidade dormia, Rosalina que após o acontecido, voltou para o palácio, saía da casa e ia por aí cantando à sua cantiga no mundo da noite...O que ela falava em sua cantiga, nunca ninguém soube...não existia nexo, pois era o canto das loucas...
Esta lenda foi tirada do livro "Lendas Gitanas", que chegou à muito tempo às minhas mãos.
terça-feira, 3 de julho de 2018
Santos Cultuados pelos Ciganos
Existem outros santos,além de Santa Sara,cultuados pelos ciganos.
*Santa Bibiana- comemorada no dia 02 de dezembro,sua igreja é no monte esquino onde viveram os ciganos.
*Santo Elóquio de Córdova-cultuado pelos calons,morreu em 608 e para ele os ciganos dançam dia 13 de setembro em volta das fogueiras.
*João do Egito-comemorado 27 de março;andarilho,carpinteiro faz muitos milagres,escreveu textos de magia,que os ciganos guardam com muito carinho.
*São Vladimir-nasceu em 995 e morreu em 1015. Sua avó era Olga,uma pessoa convertida ao cristianismo entre os soberanos eslavos de Kiev. Vladimir foi sanguinário brutal,depois levou o cristianismo à Rússia e suas fronteiras. Os ciganos russos o adoram e muitos ciganos usam seu nome. Vladimir,o primeiro cigano a trabalhar num terreiro no Brasil;a primeira cigana foi Esmeralda,num catimbó do Nordeste com Mariana,a turca.
*Santa Virgem de Triana-a gitana velha,amada na Espanha,sua força é muito grande,a Espanha pára no dia de sua festa,com procissões e danças flamencas.
Fonte: Sra. Maria Helena Farelli
Iniciadora do Culto Cigano no Brasil, escritora e taróloga.
Na primeira imagem João do Egito, abaixo Santa Bibiana e São Vladimir.
PRECE DO CIGANO RAMIRO
Ó amado mestre JESUS, Eu, Ramiro, humildemente vos agradeço por mais uma vez. estar trabalhando em teu santo nome.
Creio em ti com toda minha luz e meu amor para com meus irmãos carnais e espirituais.
Sem a tua benção e a tua aprovação eu não sou nada.
Espero que todas as pessoas que passem por mim, sintam a tua presença, o teu amor para com eles e tenham fé, não em mim, mas em ti, grande mestre, porque eu sou um mensageiro da tua caridade e amor com eles.
Em meu nome Ramiro eu vos peço saúde para os meus irmãos que estão doentes.
Ponha, ó grande mestre, no coração dos homens, caridade e amor pelos seus irmãos que estão vagando sem rumo.
Tirai, ó mestre, a venda dos olhos dos teus filhos que estão cegos de orgulho e ódio.
Ó grande mestre, abençoe esta oração. que todos seus irmãos que estiverem com ela, estejam protegidos da maldade,do feitiço,das doenças.
Que em teu nome, Ó grande mestre jesus, eles sejam abençoados e protegidos.
Que assim seja. Amém.
_Cigano Ramiro_
Creio em ti com toda minha luz e meu amor para com meus irmãos carnais e espirituais.
Sem a tua benção e a tua aprovação eu não sou nada.
Espero que todas as pessoas que passem por mim, sintam a tua presença, o teu amor para com eles e tenham fé, não em mim, mas em ti, grande mestre, porque eu sou um mensageiro da tua caridade e amor com eles.
Em meu nome Ramiro eu vos peço saúde para os meus irmãos que estão doentes.
Ponha, ó grande mestre, no coração dos homens, caridade e amor pelos seus irmãos que estão vagando sem rumo.
Tirai, ó mestre, a venda dos olhos dos teus filhos que estão cegos de orgulho e ódio.
Ó grande mestre, abençoe esta oração. que todos seus irmãos que estiverem com ela, estejam protegidos da maldade,do feitiço,das doenças.
Que em teu nome, Ó grande mestre jesus, eles sejam abençoados e protegidos.
Que assim seja. Amém.
_Cigano Ramiro_
segunda-feira, 2 de julho de 2018
CIGANA CARMELITA
Carmelita é uma cigana que se apaixonou por um pescador e também teve um filho com o cigano Pablo.
O nome do filho é juanito onde nasceu com um olho verde do pai e azul dela e com menos de 17 anos de idade faleceu e com iss...o toda fez q aparecia para ela se mudavam de acampamento...
Ela é faceira e muito ligada á todos os tipos de magias, poções e encantamentos com isso ganhou vários presentes de seus entes e pessoas com ajuda e até hoje é assim...
pelo menos em espírito ela ajuda muito as pessoas desesperadas.
Age muito no amor, na alegria e no bem querer.
------------------------------------------------
CIGANA CARMELITA
A energização dessa cigana deve ser feita em um pote de vidro com pé, em um pote de vidro sem pé, em um barco dourado, em um barco prateado, em um jarro de porcelana, em uma charrete, em uma carroça e em outros tipos e potes.
Há espíritos ciganos que são energizados em frutas,pedras,braceletes,gargantilhas...
Por exemplo,a energização da cigana Carmelita é feita em um barco dourado.
Sabe por quê?
O grande amor da vida da cigana Carmelita foi um pescador, que a presenteava com conchas, pérolas e outras coisas do mar.
Mas seu último presente para carmelita foi a miniatura de um barco, feito de latão dourado, do qual ela nunca se separou.
LIVRO: COMO DESCOBRIR E CUIDAR DOS CIGANOS DOS SEUS CAMINHOS.
AUTORA:ANA DA CIGANA NATASHA;
4ª ED, ED:PALAS. ANO:2004 - RJ. Pág.19.
O nome do filho é juanito onde nasceu com um olho verde do pai e azul dela e com menos de 17 anos de idade faleceu e com iss...o toda fez q aparecia para ela se mudavam de acampamento...
Ela é faceira e muito ligada á todos os tipos de magias, poções e encantamentos com isso ganhou vários presentes de seus entes e pessoas com ajuda e até hoje é assim...
pelo menos em espírito ela ajuda muito as pessoas desesperadas.
Age muito no amor, na alegria e no bem querer.
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CIGANA CARMELITA
A energização dessa cigana deve ser feita em um pote de vidro com pé, em um pote de vidro sem pé, em um barco dourado, em um barco prateado, em um jarro de porcelana, em uma charrete, em uma carroça e em outros tipos e potes.
Há espíritos ciganos que são energizados em frutas,pedras,braceletes,gargantilhas...
Por exemplo,a energização da cigana Carmelita é feita em um barco dourado.
Sabe por quê?
O grande amor da vida da cigana Carmelita foi um pescador, que a presenteava com conchas, pérolas e outras coisas do mar.
Mas seu último presente para carmelita foi a miniatura de um barco, feito de latão dourado, do qual ela nunca se separou.
LIVRO: COMO DESCOBRIR E CUIDAR DOS CIGANOS DOS SEUS CAMINHOS.
AUTORA:ANA DA CIGANA NATASHA;
4ª ED, ED:PALAS. ANO:2004 - RJ. Pág.19.
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