sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Cigana da Estrada

Sou filha do Céu e da Terra; irmã da Água e do Ar. Sou o fogo na Floresta e a branca espuma no Mar. Sou a Loba; sou a Selva; sou a carícia da Relva; e a Carroça atrelada. Sou a beira e o caminho; sou um pássaro sem ninho e do galho mais fraquinho, todos me escutam cantar! Sou a menina do Dia e a amante louca da Noite; sou o alívio e o açoite, e a carne esfacelada. Sou a abelha rainha, venha provar do meu mel, pois dentro do meu casulo, você estará no céu! Se quer que lhe deixe louco entre um beijo e uma dentada, me chame de tudo um pouco, mas o meu nome é Sttrada! Na sombra, eu sou Vaga-lume; na luz, eu sou Mariposa; sou o inseto que pousa e a lâmpada que é apagada. Nasci para passar o Tempo e ficar um tempo parada, mesmo que a vida insista, em me deixar estafada, vou seguindo, sempre em frente, pois topo qualquer jogada, todos sabem que existo, pois o meu nome é Sttrada! Realizo a caminhada; sem precisar me cansar; percorro vários caminhos; importante é o Caminhar. Estou aqui, ali e acolá; o que não posso é parar. Sou casada com o poder de sempre ser encontrada,aceito qualquer roteiro, me chamam de caminheiro,mas o meu nome é Sttrada! Sou a primeira e a última, de todas as desgraçadas. Honrada ou desprezada; vil ou simplesmente sagrada; sou o som e o silêncio; sou o choro e a risada. Sou a eterna abundância; pois sempre dou importância, para a semente lançada, num solo de doce fragrância, pois o meu nome é Sttrada!

Sou o Rei e a Rainha; sou o súdito e o reinado; sou a Coroa e a Forca, o Algoz e o Enforcado. Uso a máscara da Vida, mas me confundem com a Morte. Sou o Azar e a Sorte, e, aquela que foi dispensada. Sou a bandeira da Paz, mas me trocam pela Guerra,na tirania da Terra, me vejo desapontada,porém, quem me ama não erra, pois o meu nome é Sttrada! Saindo de um turbilhão; alçando a torre encantada; me vejo como uma estrela, de Lua e Sol enfeitada. Com certeza amanhã, estarei acompanhada, do Anjo que é puro élan, de uma mulher coroada. Sou a roca, sou o fio, sou tecelã afamada, na teia eu desafio quem faça a melhor laçada, pois entre a chama e o pavio, eu tramo a trama esperada, mesmo que seja apenas, por uma curta jornada. Me coloque em sua vida, como uma moça querida, que precisa ser amada; em troca posso lhe dar, o bem maior deste mundo numa bandeja dourada. Me traga no coração pra me deixar encantada. Não me esqueça e me honre com sua gentil chamada, grite bem alto o meu nome ! Me chame, me chame, eu sou a sua "cigana estrada" !
  • Helena Rêgo/Cigana Sttrada(do Clã Calom)
Tela de Maria do Carmo da Hora

CIGANA CARMEM


É uma cigana encantadora que gosta de festa, música, dança e muitos sorrisos.
Trabalha juntamente com todas as forças da natureza, principalmente as do fogo, pois atua com as Salamandras.
Utiliza estrelas de cinco e seis pontas que represerespectivamente a magia e o amor.
Também utiliza a simbologia de uma espiral que é uma forma da antiga escrita voltada para a magia, cura espiritual e física, e a promessa de proteção contínua para a médium e os que a rodeiam.
Há muito tempo não reencarna aqui, mas também faz parte da grande missão de outros seres terrenos e de diversos tipos de entidades.
Tomou a identidade de cigana por ter sido a última em que passou por aqui, e foi preciso haver uma adaptação dela para chegar mais próxima das pessoas deste mundo, e assim atingir mais as massas, podendo assim se expressar e atender aos pedidos das pessoas, trabalhando com os seus sentimentos.
Seu trabalho é feito da seguinte forma: desperta nas pessoas o poder que elas mesmas possuem em realizar coisas boas.
A entidade é uma mensageira de amor, e uma representante do elo de ligações entre tantos mundos.
Nada mais faz do que pedidos a entidades superiores, a respeito dos suplícios dos consulentes, e estes recebem a graça pelo seu próprio merecimento.
O seu trabalho mais importante é o despertar das pessoas para a espiritualidade e para a humildade, que para ela, caminham juntas.
Por isso escolheu a Umbanda, e em especial este templo, onde isto é tratado com bastante cuidado e responsabilidade.
A espiritualidade uniu estas pessoas propositadamente, é claro também, tantos outros grupos espalhados por todo o planeta.
Quando passou por aqui foi uma ciganinha bastante bem humorada, e desde cedo foi iniciada em magia por uma cigana mais velha.
Chamavam-na de feiticeira da tribo. Fez muitas coisas boas, e coisas ruins também, pois trabalhavam com a cura e com interesses próprios, tais como o ouro.
Desencarnou ainda jovem; não se casou, porém já estava prometida a um cigano bem mais velho.
Se revoltou com isto, pois havia se apaixonado por um homem de fora da tribo, e com isto a deixaram de lado por um bom tempo.
Deveria casar-se aos 14 anos, mas tinha que esperar o tal cigano passar por alguns rituais. Foi aí que aproveitou. Mesmo sendo deixada de lado, vivia sempre feliz e sorridente e encontrava-se com o tal homem de uma tribo bastante diferente da dela.
Começou a aprender com ele a magia dos índios e da natureza, e quando sua tribo descobriu, fizeram uma grande festa para ela.
Convidaram toda a tribo indígena e o seu futuro marido matou os dois no meio de toda a tribo, amarrados a uma árvore, com o seu punhal em seus corações.
Foi escolhida esta morte para servir de exemplo a outras ciganas. Mas, desencarnou feliz ao lado da pessoa que amava e com sua personalidade fortalecida.
Material de Trabalho: Bola de Cristal, Pêndulos, muitas pedras, incensos, velas coloridas, entre outros.
Locais de Entrega: Em campos embaixo de uma árvore.
Bebe: Vinho tinto
Fuma: Cigarros de preferência os que contém cravo.
fonte: http://povodearuanda.wordpress.com
 

CIGANA DO PANDEIRO


Num reino da Idade Antiga havia uma jovem chamada Márcia, que curava as pessoas doentes através de seus poderes paranormais e de fórmulas mágicas. Por isto o povo apelidou a moça de bruxa.Um certo dia, o príncipe Felipe ficou muito doente. Então o rei mandou chamar Márcia. Esta garota ao colocar os olhos em Felipe se apaixonou por ele e tirou sua enfermidade através de feitiços.Uma semana depois o príncipe casou-se com sua amada Amanda. Assim, Márcia ficou enfurecida e jogou uma praga:- A partir da data deste matrimônio, nesta vila não haverá mais Sol e muito menos arco-íris. Aqui só existirão chuvas e tempo nublado para todo o sempre.
Desta maneira o tempo fechou e permaneceu assim por muitos anos.Um belo dia, uma caravana de ciganos aproximou-se daquele reino e montou acampamento lá. Logo estranharam o mau tempo, mas pensaram que se tratava de uma chuva passageira. Naquela mesma tarde eles desfilaram pelas ruas da vila trazendo muita alegria, dança, canto e harmonia.
O príncipe, que olhava tudo pela janela, convidou os ciganos para se apresentarem no castelo. Desta maneira, estes artistas deram um espetáculo no palácio durante a noite. Após o show, a cigana chamada Sol aproximou-se da princesa Amanda e comentou:
- Seu reino é muito bonito, pena que este clima nublado parece ser eterno.

Então a nobre comentou:
- O problema é que este clima é, realmente, eterno por causa de uma praga que uma feiticeira lançou. Diz a lenda que só uma mulher estrangeira e virgem pode libertar a nossa terra das tempestades eternas se ela tocar um instrumento mágico feito de um animal que é manso de dia mas que, nas Luas Cheias, pode ser feroz.
Ao escutar isto, Sol tentou tocar todos os instrumentos que o seu povo tinha: violino, gaita, lira e tambor. Porém nada fez efeito.

Assim, a moça se despediu dos nobres e voltou ao seu acampamento. Então ela orou:
- Santa Sara, por favor, me dê uma luz!
Naquele momento Michel, o avó de Sol, estava sentado numa banqueta em frente à tenda. Quando, de repente, uma cabra saiu correndo em direção ao idoso.
A jovem cigana, ao perceber isto, pegou uma lança que estava ao seu lado e lançou em direção ao animal furioso, que morreu na hora. Ao se aproximar do bicho morto, ela achou um aro de metal caído no chão. Naquele instante a moça teve uma idéia: Farei um instrumento musical com o couro desta cabra, com este aro de metal e com as platinelas que estão na minha tenda.Esta jovem passou a madrugada inteira fazendo um pandeiro com o material achado. Deste jeito, quando chegou às dez da manhã, o instrumento já estava pronto e ela resolveu tocá-lo no meio da tempestade.De repente, a chuva parou, o Sol se abriu e um enorme arco-íris surgiu no céu. Alguns minutos depois as cores do arco-íris vieram em direção ao seu pandeiro e viraram fitas dentro dos buracos deste instrumento.A princesa Amanda e o príncipe Felipe, que viram tudo pela janela, ficaram tão contentes com o fato que presentearam os ciganos com um baú cheio de tesouros.
Assim surgiu a lenda da Cigana do Pandeiro.

Autora :Luciana do Rocio Mallon
 
 
Pontos Cantados da Cigana do Pandeiro:

Oi Cigana, vai buscar o meu amor que foi embora
A Cigana do Pandeiro vai,
a Cigana do Pandeiro vem,
a Cigana do Pandeiro balança e o pandeiro não cai

A Cigana Márcia e Cigana do Pandeiro


Num reino da Idade Antiga, havia uma linda jovem chamada Márcia. Ela curava as pessoas doentes através de seus poderes paranormais e de fórmulas mágicas.
Numa época, o Príncipe Felipe ficou muito doente e Márcia foi chamada para curar o rapaz. Ao colocar os olhos em Felipe, ela se apaixonou, e tirou suas enfermidades através do feitiço.
Mas uma semana depois, o príncipe se casou com outra. Márcia ficou enfurecida e jogou-lhe uma praga. “Neste local nunca mais haverá sol nem arco-íris, apenas neblina e chuva para todo o sempre”. Dessa maneira, o tempo fechou e assim permaneceu por anos e anos.
Um belo dia, uma caravana de ciganos resolveu acampar no lugar, pensavam que era uma chuva passageira e como faziam, desfilaram pelas ruas com alegria, dança e muita música.
O príncipe, que assistiu tudo da janela, convidou aquele povo alegre para seu castelo. A cigana Sol comentou com a princesa que aquele lugar era muito lindo, mas com aquele tempo chuvoso pouco se conseguia ver.
A nobre comentou: “esse clima aqui é eterno por causa da praga de uma bruxa e sabemos que essa praga só poderá ser desfeita se uma linda mulher virgem, cantando e dançando, usando um instrumento feito com  couro de um animal manso de dia e feroz à noite”.
Ao escutar isso, Sol experimentou tocar todos os instrumentos de seu povo, porém nada fez efeito. Assim a moça agradeceu e voltou ao seu acampamento.
Ao anoitecer, ela orou a Santa Sara: “Santa Sara, por favor, dê-me uma Luz”.
Naquele momento, o avô de Sol estava sentado em um banco em frente à barraca quando uma cabra o atacou. A jovem moça, ao perceber, pegou uma lança e jogou contra o animal furioso que morreu na hora.
Em seguida, ao olhar para o animal, a moça teve uma ideia. Farei um instrumento musical com o coro desse animal. E assim fez, passou a madrugada inteira fazendo o instrumento e por volta das 10 horas da manhã, tudo estava pronto.
Dirigiu-se à frente do castelo e começou a dançar, cantar e tocar o pandeiro: a chuva parou, o sol surgiu e as cores do arco-íris vieram ao seu pandeiro.
O príncipe e a princesa assistiram isso da janela, ficaram tão felizes que presentearam os ciganos com um baú cheio de ouro. E assim Sol passou a ser chamada a Cigana do Pandeiro!

HISTÓRIA DA CIGANA ESMERALDA

Essa é sem dúvida a mais bela historia de amor envolvendo uma cigana.
Esmeralda vivia na Espanha e fazia parte do clã de Tarin, cigana lindíssima de cabelos castanhos bem claros e comprido que lhe caia aos ombros, olhos verdes esmeralda, sorriso alegre e contagiante.
Esmeralda praticamente vivia da dança e para a dança. Aos domingos se dirigia a praça da cidade de Toledo onde encantava a todos com sua dança, ganhando assim muitas moedas que lhe eram atiradas pelo público assistente.
Numa destas apresentações, Esmeralda conheceu um rapaz muito belo de nome Don. Felipe, era um fidalgo de familia riquíssima e que viviam em um castelo naquela localidade. O encantamento foi mutuo, se apaixonaram e começaram a ter uma vida praticamente juntos.

A principio Don Filipe passou a frequentar o acampamento de Esmeralda, mesmo a contragosto do “barô” Luthchero e a mãe de Esmeralda, a cigana Tania. Por parte de Don Felipe era impossível a aproximação de Esmeralda no castelo, visto que sua família o proibia terminantemente de faze-lo. Estes desajustes foram aumentando gradativamente até que veio o rompimento da união.

Esmeralda ficou arrasada, já não ia a praça para dançar e logo em seguida descobriu estar grávida. Na esperança de ter seu amado de volta, Esmeralda vai ao castelo e conta a Don Felipe da gravidez, o que não muda nada na decisão do fidalgo. Esmeralda volta para o acampamento arrasada, e assim fica até o nascimento de sua filha, uma linda ciganinha.

Mais uma vez tentando sensibilizar D. Felipe, Esmeralda o procura e dá a noticia do nascimento de sua filha. Mais uma vez de nada valeu, pois o fidalgo a expulsa.

Desesperada e cheia de ódio, Esmeralda volta ao acampamento e contrata dois ciganos para matar D.Felipe. Os mesmos partem para executar o trabalho contratado. Luthchero e Tania tomam conhecimento da tragédia preparada por Esmeralda e aconselham para que ela evite tal tragédia.

Caindo em si, Esmeralda vê a desgraça preparada por ela e corre para salvar seu grande amor. Esmeralda chega ao jardim do palácio e vê os dois ciganos prontos para desferir o golpe mortal, corre então Esmeralda e sê poe a frente do punhal. O golpe certeiro e atinge o coração de Esmeralda que cai sê esvaindo em sangue.
Tania sua mãe vem logo a seguir e toma Esmeralda nos braços pedindo ajuda A Luthchero, mas já é tarde, Esmeralda só tem tempo de pedir a Luthchero que cuide de sua filha a ciganinha Eleodora e morre.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Téssera


Uma Cigana Encantada...

Téssera nasceu em 1538, na Irlanda do Norte, na Vila de Belfast, entre o Povo Celta, originário da Gália. Ela era uma druidesa, que dedicava seus dias ao Templo, em jejum e oração por seu povo, pois ela sabia que dias difíceis viriam para a Irlanda. O Povo Celta já havia sido atacado inúmeras vezes pelos Anglos Saxões, mas em todas elas resisitiram a conquista. Há milhares de anos as terras célticas eram objeto de cobiça dos povos europeus. E ainda existiam as Guerras entre os religiosos e a perseguição da Igreja. Foram anos difíceis para toda a Irlanda!
Téssera acordava antes do sol nascer, banhava-se nas águas do Templo dos Grandes Deuses, fazia suas oblações, comia seu pão e tomava sua água. Em seguida abastecia os óleos das luminárias do templo. Limpava e polia as imagens, recolhia as ofertas das visitações e distribuia os víveres entre o povo da aldeia. Esse ritual era diário e constante. E Téssera o praticava com alegria. Depois, ela sentava-se no Templo e atendia a todos que a procuravam pedindo conselhos, pois possuía o dom de ver e saber das coisas futuras. O Druída responsável pelo Templo sempre observava todas as druidesas em seus afazeres, para que nada faltasse no Templo do Sol e da Lua - como era conhecido o local.
Téssera viveu feliz por 25 anos, servindo ao Templo com amor e dedicação até que, em um ataque inesperado, todas as druidesas foram violentadas e degoladas por soldados da Coroa Inglesa. O Sacerdote Druida foi arrastado, amarrado aos cavalos e depois esquartejado. Seus pedaços foram pendurados em postes para serem vistos pela população. A religião celta estava chegando ao fim e um novo tempo se iniciava. Todos os carvalhos foram cortados e as casas dos aldeões foram incendiadas. Belfast iniciou uma nova história de lutas e guerras constantes, que perduraram séculos, entre os nativos e os religiosos (protestantes e republicanos). França e Inglaterra passaram a disputar o solo Irlandês e alianças político-religiosas foram implantadas.
Téssera, com suas companheiras druidesas, choraram lágrimas de sangue pela Irlanda, pois o solo ficou maculado por tantos massacres! Mas a evolução dos povos não mede a vida e a morte... E foi assim que Téssera desencarnou na religião céltica e se tonou mais uma trabalhadora umbandista.

Cigana Claudia


E a história de sua última vida...

Claudia Soares de Castañeda viveu no século XVII na Europa, viajando com a Caravana Cigana por diversos países. Nasceu entre o povo Romanês (povo Rom), que perdeu suas terras para a Inquisição. Dessa forma viraram comerciantes e por onde passavam deixavam sua marca, sua alegria e seus ensinamentos. Claudia era conhecida por sua beleza e respeitada entre os demais por seus dons de sortilégios. Era casada com o chefe da tribo.
Em uma das viagens, o clã dos ciganos passou pela França, despertando a curiosidade de um general, que passou a frequentar o acampamento para sanar suas curiosidades... Com o tempo enamorou-se de Claudia e propôs a ela fugirem para ficarem juntos; mas Claudia o repreendeu, pois era fiel aos costumes de seu povo. Cego de paixão e ciúmes, o General a raptou, tentando obrigá-la a aceitá-lo. Percebendo que não conseguiria seu intento mandou queimar toda a tribo e Claudia foi martirizada e queimada como feiticeira em praça pública.
Claudia, após seu desencarne, passou a servir a Umbanda como Guia Espiritual na Linha  das Águas, na Falange do Povo do Oriente. Ela possui um nome particular pelo qual é reconhecida nas Falanges de Aruanda, mas esse nome não posso lhes contar.